A Carta-Manifesto reúne organizações, comunidades, povos e movimentos contrários à oferta de 331 áreas pela ANP no 6º Ciclo da OPC e no 4º Ciclo da OPP, previstas para 7 de outubro de 2026, denunciando os riscos da exploração de petróleo e gás sobre territórios quilombolas, indígenas e pesqueiros, aquíferos, rios, florestas, manguezais, recifes, áreas prioritárias para conservação e habitats de espécies ameaçadas, como a baleia-azul e o guigó-de-coimbra.
O documento alerta para os impactos sobre a biodiversidade, os animais, a segurança hídrica, a pesca artesanal, a soberania alimentar e os modos de vida tradicionais, além de reivindicar a Consulta Livre, Prévia e Informada antes de qualquer decisão de oferta. Diante da emergência climática e do potencial de até 2,48 gigatoneladas de CO₂ em emissões, exige a retirada dos blocos sensíveis, a suspensão dos leilões até a realização de avaliações ambientais estratégicas, transparência, participação social e proteção efetiva dos territórios, defendendo uma transição energética justa, democrática e territorialmente responsável por meio da campanha #TerritórioTemNome.